O papel do líder na segurança do trabalho – Valor à Vida!

Quando o assunto é segurança, preservar a vida, toda atenção é pouca, afinal o tempo por aqui, nessa existência, é computado segundo a segundo. De acordo com o IBGE a expectativa média de vida do brasileiro é de 76,3 anos, um aumento de três meses e quatro dias em relação a 2017. Ufa, que bom! Calma aí. Vale lembrar que esse tempo médio é para quem nasceu a partir de 2018. Portanto, hum, se você for como eu que já votou para presidente da república mais de seis vezes, o tempo de vida médio certamente é outro. Mas, claro, tudo dependerá da forma de viver de cada um, não é mesmo? Não vou entrar no mérito da questão da saúde, porque são inúmeros os especialistas que falam desse assunto. A nossa conversa aqui é falar do papel do líder na segurança do trabalho, a propósito, um papel que representa uma responsabilidade e tanto. Como líderes temos que cuidar do dia a dia da gestão. O tempo não para (Cazuza). E como dizia Einstein: “A vida é como andar de bicicleta. Para se manter equilibrado, é preciso seguir em frente.”

Um dos pontos fundamentais da gestão estratégica de líderes está no controle absoluto da segurança e saúde do trabalho, área que envolve aspectos legais e responsabilidades compartilhadas, e que hoje é preocupação de qualquer empresa. Não poderia ser diferente, afinal o direito à vida é o bem mais relevante de todo ser humano, e a dignidade da pessoa humana é um fundamento da constituição federal brasileira, assim, consequentemente, quando uma pessoa está sob a direção e subordinação de uma outra, como é o caso da relação de emprego, esse encargo é evidente. Não há que se ter dúvidas a respeito, cabendo ao empregador e seus prepostos cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho. Ponto final!

Há, portanto, um dever de prevenir por parte das empresas que se baseia nas NR (normas regulamentadoras) e, muito mais do que isso, nos aspectos ético e moral da administração em cuidar da vida de quem está à seu serviço.

Ser o “dono de área”. Na segurança do trabalho, o líder deve exercer com propriedade esse papel de “dono” no que estiver sob sua responsabilidade, lembrando a existência de penalidades trabalhistas, cíveis e criminais por omissão, inação ou displicência na exposição da vida de outrem a perigo iminente. Dono de área significa que o líder é diretamente responsável por todos os programas e processos de segurança e saúde do seu local de trabalho, ou seja, pela organização e pelas condições de trabalho.

A relação direta com seus liderados lhe permite usar todos os recursos técnicos e administrativos da empresa para prevenir e reduzir perdas, acidentes, incidentes e doenças do trabalho. A principal recomendação é que o líder reforce a obrigatoriedade do uso dos equipamentos de proteção individual e coletiva, e a conscientização dos riscos do trabalho. Treine a equipe o mais que puder. Treinamento não mata; o que mata é falta de conhecimento. Simples assim.

Certamente, o ideal seria o empregado também ter esse senso de responsabilidades nas suas atividades (dono da rotina profissional – autogestão); afinal a vida é dele, e não é certo pensar que o líder é o único responsável pela segurança na empresa. O líder deve ser o mantenedor do valor Segurança, prover os recursos, e o empregado cumprir regras e salvaguardar sua própria vida. O empregado deve querer preservar a própria vida por convicção pessoal e não por receio de sanções administrativas. Entretanto, essa consciência de mudança deve ser muito bem trabalhada pelo líder no dia a dia da gestão.

Agora, lembre-se, você como líder tem que ser exemplo em tudo que se refere a comportamentos e atitudes. Você, queira ou não, é um espelho e suas ações refletem, de forma positiva ou negativa. Não se pode ‘pregar pelos quatro cantos’ alguma coisa em que não se acredita. Em pouco tempo os liderados percebem o falso líder, aquele que fala, mas não faz. E a decadência é questão de tempo.

Para ser líder é preciso, antes de tudo, ter convicção pessoal para representar um papel essencial para lidar com pessoas e resultados, e no final deixar um legado de ensino e exemplo.

Conforme o Sr. Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, “Liderança não significa cargo, privilégios, títulos ou dinheiro; é responsabilidade. Uma responsabilidade do líder é ser um modelo a seguir dos pontos de vista moral e ético”.

Assim, seguimos em frente, e a todo momento um movimento construtivo. Ah, não fique nos 76,3 anos como expectativa média de vida (79 anos para as mulheres); ao contrário, pense em mais duas décadas pelo menos. Vamos nos ver por lá.

Viver vale a pena! Cuide-se, cuide dos outros e se deixe cuidar.

AUTOR: CARLOS MINA – consultor, palestrante e escritor (imprima e divulgue, se desejar, mas não omita a fonte).

O DDS (diálogo diário de segurança) e o impacto na mente coletiva dos trabalhadores

A maioria das empresas realiza o DDS com os empregados por meio dos líderes, antes do início do expediente.

Sugerimos que esses diálogos sejam dinâmicos e bem atraentes, fugindo da mesmice, caso contrário, não vão demover atitudes não seguras dos trabalhadores. Já participamos de inúmeros deles, e alguns acrescentam muito pouco em termos de ações preventivas. O líder não deve falar só do uso de EPI, mas também, e principalmente, do valor da vida – segurança é vida, e do comportamento seguro, cumprir os procedimentos de segurança para controlar, reduzir e/ou eliminar riscos de acidentes.

Passe uma “lição de casa” para a equipe, pedindo que tragam temas relacionados à segurança para serem apresentados. Esforce-se para ligar o tema à realidade da empresa e da sua área de trabalho (valores da empresa, filosofia de trabalho, riscos das atividades).

Para falar do valor da vida, o líder pode trazer temas do cotidiano. Por exemplo: hoje (2021), a média de vida dos brasileiros passou a ser de 76 anos, então, é importante manter os exames médicos em dia, praticar exercícios, adotar bons hábitos alimentares etc. Deve sempre ligar o tema segurança à família, às responsabilidades, ao respeito e ao agradecimento pela vida etc.

Ao falar do “comportamento seguro”, o líder pode tratar da capacidade que o ser humano tem de se prevenir usando os seus cinco sentidos e o raciocínio. Pode falar sobre a capacidade de aumentar a percepção no trabalho fazendo uma análise preliminar dos riscos. Cite atitudes comuns, mas que precisam ser observadas.

Por exemplo: descer e subir escadas segurando o corrimão; atravessar nas faixas de pedestres (dentro ou fora da empresa), respeitando os faróis de trânsito; não caminhar operando o celular para atender ou enviar mensagens; não correr na empresa, e por aí vai. Sugiro que você releia o capítulo O papel de líder educador, onde há ótimos conceitos sobre os quais pode conversar com sua equipe.

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Carlos Mina Consultoria
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